1.11.10

Serviço Público - Restaurantes Parnaíba, S. Luís e Belém

Tem sido um lapso imperdoável, esta ausência de serviço público.

A primeira coisa a ter presente é que no Nordeste brasileiro, de uma forma geral, se come mal se se comer barato. Os restaurantes são "a peso" e a falta de qualidade (de tudo, não só da comida) é notória.

Algumas excepções: em Parnaíba, o Frangão. È a peso, os talheres são fracos, as mesas e cadeiras e toalhas de plástico, a decoração inexistente. Mas a comida é óptima, a simpatia dos donos (amigos do Jack e da Nancy) cativante, e o preço mais barato do que o habitual nesse tipo de casas.

Em S. Luís fui almoçar ao Dom Francisco, que me pareceu aceitável (e era perto da pousada onde fiquei). No Antigamente comi uns excelentes pastéis de carne seca e de camarão.

A gastronomia do Amazonas é, como se pode calcular, bastante particular. O prato de que toda a gente fala é a Maniçoba: uma coisa feita com todo o tipo de carne (incluindo as tripas) e maniva, uma variedade de mandioca que deve cozer sete dias - há quem diga que quatro chegam - para que deixe de ser venenosa. Pouca gente (da pousada) provou. Foi o meu almoço de hoje, numa versão asséptica, sem tripas, e achei bastante bom. Mas a versão era demasiado asséptica para se poder avaliar verdadeiramente. Ontem provei Pato Tucupi, sublime, fresco (parecia mentolado); indubitavelmente uma das melhores receitas de pato que provei até hoje.

Descobri ao jantar de onde vem essa frescura quase mentolada: de um legume chamado jambú. Comi um Tacacaxique (uma espécie de caldo de camarão com esse tal jambú que é uma das provas da existência de Deus) e acabei com outra prova: uma pequena barra de chocolate 85% da Amazónia Cacau. Belém mereceria sem sombra de dúvida uma estadia um bocadinho mais prolongada.